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Digital Out-of-Home: A nova mídia que chegou para ficar

23 de julho de 2010

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Estamos em trânsito o tempo inteiro, correndo, indo de um lugar para o outro. As pessoas saem cedo pela manhã para estudar, trabalhar, fazer compras, se divertir, exercitar, comer, tomar café e só voltam aos seus lares, muitas vezes, tarde da noite.

Além disso, nas grandes metrópoles, a alta concentração de pessoas criou uma série de ambientes da chamada “espera forçada”, ou seja, filas, espaços destinados a transportes públicos, lojas, supermercados, consultórios, restaurantes, elevadores etc. Cenário adequado para a criação, portanto, da “mídia digital out of home”. A tradução literal já diz tudo: uma mídia digital fora de casa.

Criada nos Estados Unidos com a sigla MDOOH, instala e posiciona estrategicamente telas de LCD de diversos formatos e tamanhos nos mais variados ambientes. Um jeito encontrado por muitas empresas para entreter e informar este público que, de certa forma, fica à toa e vê-se obrigado a permanecer nestes locais por um determinado período de tempo.

Com o advento da banda larga e o barateamento dos monitores, rapidamente grandes redes foram instaladas e cresceu a demanda por conteúdo de qualidade e em tempo real. Como qualquer veículo de comunicação, iniciou-se a procura por espaços publicitários e, em pouco tempo, o novo segmento de mídia se consolidou nos Estados Unidos.

Segundo dados da OVAB (Out of Home Advertising Bureau), este segmento com 13 anos de existência já fatura cerca de US$ 3,4 bilhões por ano. Cresceu mais de 20% ao ano nos últimos sete anos e espera ultrapassar US$ 6 bilhões anuais em 2012. Os maiores conglomerados de mídia perceberam o crescimento deste mercado e se associaram aos primeiros players.

A Thomson Reuters está presente em mais de 7 mil pontos-de-venda nos EUA e Canadá; a CBS Outernet, com 1,5 mil lojas, impacta mais de 72 milhões de consumidores por mês; a NBC Everywhere mantém mais de 8 mil telas em táxis, academias, escolas e supermercados; e a PRN, com base instalada em 6,8 mil lojas, mantém 210 mil telas dentro de redes como Wal-Mart, Best Buy, SAMS CLUB e ACME, atingindo mais de 290 milhões de consumidores por mês.

Na Europa o movimento foi similar, apesar de mais recente. Londres, Barcelona, Madri, Bucareste, Istambul e Lisboa já instalaram telas em metrôs, shopping centers e lojas de departamentos. Como não poderia deixar de acontecer quando o assunto é tecnologia, a Ásia também tem seus grandes representantes. A chinesa Focus Media é a maior empresa de mídia digital out of home do mundo, com mais de 260 mil telas instaladas em 90 cidades espalhadas pelo país. O Metrô de Pequim já utiliza telas de LED e projeção nas portas e janelas durante os trajetos subterrâneos.

No Brasil, a MDOOH chegou há aproximadamente seis anos e amadureceu rapidamente. Segundo a Associação Brasileira de Mídia Digital Out of Home (ABDOH), a estimativa é que já são mais de 50 mil telas instaladas e operadas profissionalmente, sejam por empresas associadas ou não. Segundo a Ipsos Marplan, que incluiu a mídia digital out of home em sua base a partir de 2009, 67% da população da Grande São Paulo afirma ter sido impactada por alguma “televisão fora de casa” nos últimos 30 dias.

Ônibus, supermercados e o metrô lideram o ranking de afinidade, com cerca de 30% de penetração. Já o Projeto Inter-Meios mostra que o investimento em mídia na MDOOH é, disparado, o que mais cresce, mantendo índices superiores a 50% ao ano. Tanto que o segmento já passa a ser analisado separadamente, tendo ultrapassado, em volume absoluto de investimento em publicidade, alguns meios tradicionais como o cinema.

Essa nova mídia já ganhou a confiança e a audiência cativa dos usuários, está presente em todos os lugares, tem a tecnologia ao seu lado e, o mais importante: vem conquistando os anunciantes e o mercado publicitário. Por se tratar de um segmento novo, muitos ainda buscam formas de mensurar o retorno do investimento. Há vários cases de sucesso. Um deles é a campanha de crédito imobiliário e automotivo realizada por um dos maiores bancos privados do país no Metrô de São Paulo.

Em menos de um mês de veiculação, a instituição financeira recebeu mais de 30 mil mensagens de texto de pessoas interessadas no crédito para a compra da tão sonhada casa própria. Além de mostrar o poder da mídia e o nível de penetração, consolidou a qualificação do público, que busca bens duráveis de alto valor agregado.

As diversas possibilidades de utilização destes veículos, ora usados como mídia de massa, ora como mídia segmentada, vem ganhando força na sustentação de campanhas institucionais, na venda de produtos, na ativação dos pontos-de-venda, na convergência com outras mídias e plataformas como celular, redes sociais e internet, nas promoções com conteúdo colaborativo, entre outras. Por isso tudo, e pelas inúmeras possibilidades que ainda estão por vir dentro deste segmento tão novo, asseguro com tranquilidade que esta nova mídia chegou para ficar.

Por Cris Moreira , diretor geral da Band Outernet

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Mídia Digital Out Of Home

5 de fevereiro de 2010

Telas de TV instaladas em trens, ônibus, elevadores e até em estádios de futebol formam uma nova onda publicitária, a chamada mídia digital out of home. Ela cresce a passos largos em todo o mundo e é uma boa alternativa para as empresas.

De acordo com a análise publicada pelo instituto de pesquisa americano PQ Media, o segmento mundial de mídia out of home fatura cerca de US$ 2,5 bilhões em publicidade ao ano e cresce quatro vezes mais do que o mercado de mídia tradicional. Ainda não há estudos sobre o percentual do retorno trazido para quem anuncia, mas os publicitários acreditam que ele pode ser interessante. “Isso porque é uma mídia extremamente segmentada, que permite anunciar de forma criativa e direcionada para o público-alvo, nas proximidades da empresa anunciante”, afirma Vicente Mastrocola, professor de criação digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Mas você deve estar se perguntando: a pequena ou média empresa pode anunciar nessas mídias digitais out of home? “Sim, são mídias muito democráticas, pois atendem à necessidade de cobertura e investimento de empresas de diversos tamanhos”, afirma Omar Sahyoun, sócio da Ooh Mídia, localizada em São Paulo. Ooh, por sinal, é a sigla de out of home. “Normalmente, a produção dos anúncios pode ser feita em flash (o mesmo software utilizado em sites na internet), que tem valor baixo”, diz.

Os preços variam de acordo com cada prestador de serviço. E a boa nova é que você, empresário, não precisa se preocupar em contratar uma agência de publicidade para criar uma vinheta ou um comercial de 15 ou 30 segundos. As produtoras que disponibilizam esses serviços de mídia digital out of home podem desenvolver campanhas específicas para cada empresa.

Diante dessas alternativas, é fundamental que a escolha sobre qual mídia digital utilizar seja feita de forma estratégica. Para Sahyoun, sócio da Ooh Mídia, o primeiro passo é conhecer bem seu consumidor, traçar seu perfil e procurar descobrir quais são seus hábitos e interesses. O segundo passo é verificar quais os diferenciais que a sua empresa oferece em relação à concorrência e explorar esses atributos na comunicação.

Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios

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Seminário “Caminhos - Digital Out-Of-Home” debate desafios e oportunidades da indústria

20 de maio de 2009

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A ABDOH (Associação Brasileira de Mídia Digital Out-of-Home) realizou ontem, 19, em São Paulo, um seminário para o meio publicitário sobre o tema. Brian Dusho, membro do board da Out Of Home Vídeo Advertising Bureu (OVAB) na Europa e do comitê de padrões e pesquisa (Standards and Research Committee) na OVAB dos Estados Unidos, deu início ao evento e apresentou exemplos de como o setor tem crescido no mercado norte-americano, quais os reais desafios e oportunidades, além de traçar um cenário para a expansão desta indústria nos próximos anos.

Com um mercado estimado em mais de U$ 2 bilhões nos EUA e uma das mais altas taxas de crescimento no mundo, Dusho acredita que o mercado de mídia digital out-of-home atinge com maior eficácia o consumidor atual que passa cada vez menos tempo em casa. “As novas possibilidades de publicidade em meios digitais são uma realidade. As mídias tradicionais nem sempre atingem diretamente o consumidor desejado, além de ser uma opção de altíssimo custo para uma audiência hoje muito pequena. A medida de todas as mídias é o público, que nos dias de hoje busca por opções ativas e interativas que ofertem exatamente o que ele procura”, afirma o executivo.

Os resultados da utilização deste tipo de mídia despertam a atenção. Durante um trabalho realizado pela OVAB em outubro do ano passado para a Team Fox, entidade com o objetivo de disseminar informações sobre o mal de Alzheimer e dirigida pelo ator Michael J. Fox, o retorno foi surpreendente.

Nos EUA, esse tipo de mídia segue uma trilha de sucesso e já existem redes trabalhando juntas no desenvolvimento de conteúdo adequado para esse público. “A idéia é interceptar diferentes públicos em seus trabalhos, momentos de lazer e na vida social com uma mensagem que forneça valor”, garante Dusho.

O mais importante conceito da mídia digital out-of-home é a oferta de comunicação dirigida para audiências cativas, como, por exemplo, em monitores instalados em redes de supermercados, shopping centers, postos de gasolina, aeroportos, bares e restaurantes, entre outros. Há ainda programação segmentada para públicos que se encontram em elevadores, ônibus, metrô, trens e consultórios médicos.

Debates
A mesa de debates foi composta pelo moderador Geraldo Leite, além da presença do presidente da ABDOH, Waltely Longo. Participaram ainda Alexandre Cardoso, do Terra, Angelo Franzão, do Grupo de Mídia SP/McCann Erickson, Alexandre Ugadin, Diretor de Mídia da Neogama BBH, Daina Ruttul, do Instituto Ipsan Marplan e Rodrigo Lacerda, Diretor de Marketing Corporativo do Carrefour.

Os participantes reforçaram a importância de disseminar o conhecimento da mídia digital out-of-home sobre o meio publicitário, posicionando-o como uma poderosa ferramenta da construção de marcas de produtos e serviços.

Fonte: AdNews

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Brasil investiu R$ 75 milhões em mídia digital em 2008

20 de abril de 2009

O Brasil deve registrar, em 2008, uma receita bruta de R$ 75 milhões em mídias digitais, contra os R$ 30 milhões apontados no ano anterior.

Os números são da Associação Brasileira de Mídia Digital Out of Home (ABDOH) e consideram aparelhos televisores instalados em pontos-de-venda e veículos de tráfego, que mostram propagandas institucionais e ações de marketing externo. Apesar do crescimento, o aporte ainda é pequeno se comparado aos EUA, que ficou perto dos US$ 1,25 bi em 2007.

Na fatia de público do setor, os números mostram resultados mais significativos. De acordo com o diretor comercial da Subway, empresa que atua há 19 anos no setor, Júlio César Ferreira, os cerca de 10 mil televisores instalados nas lojas de seus clientes atingem em torno de 40 milhões de pessoas ao mês.

“Nós começamos os trabalhos, que chamamos de TV comercial in store, em março, e estamos muito satisfeitos com o nosso faturamento. Acredito que esse é um mercado em extrema ascensão, já que não é tão conhecido. Desde que começamos a oferecer esse produto, temos dobrado o número de clientes”, cita Ferreira.

Para o presidente da ADOH, Waltely Longo, o crescimento do setor se deve “em função de as pessoas estarem mais em comunicação”. O CEO ainda aponta que uma das características das mídias digitais é a segmentação das agências responsáveis que, ou trabalham em pontos-de-venda ou em elevadores e transportes.

Fonte: Adnews

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Mídia Digital Out-Of-Home cresce 61,2% em 2009

31 de março de 2009

Faturamento dos veículos com publicidade atingiu R$ 1,256 bilhão no primeiro mês de 2009; apesar disso, houve quedas significativas na mídia impressa

Apesar da crise global que afetou o desempenho - e, conseqüentemente, o investimento publicitário - de diversos setores econômicos, a mídia brasileira fechou o mês de janeiro com performance melhor do que a do mesmo mês do ano passado. É o que apontam os números do Projeto Inter-Meios. O faturamento dos veículos com publicidade atingiu R$ 1,256 bilhão, o que representa alta de 2,1% na comparação com janeiro de 2008.

O melhor desempenho foi do cinema, que cresceu 132%, dobrando o seu pequeno share: de 0,2% para 0,4% do bolo. A internet manteve-se em ascensão, com alta de 23,6%, alcançando participação de 4,4%. O primeiro mês do ano também foi bom para a televisão. Enquanto os canais pagos faturaram 9,5% a mais, com share de 3%, os abertos tiveram alta de 4%, aumentando ainda mais sua gorda fatia, para 59,3% do total.

Entretanto, nem todos os meios de comunicação estão comemorando. Houve quedas significativas na mídia impressa na comparação entre os primeiros meses de 2009 e 2008. As revistas recrudesceram 8,4%, vendo seu share cair de 6,6% para 5,9%. O faturamento publicitário dos jornais encolheu 5,7%, fazendo a participação do meio baixar de 18,2% para 16,8%. Permaneceram estáveis o rádio, com oscilação negativa de 0,2% (share de 5%), e guias e listas, que retrocederam 0,1%, mantendo sua participação de 1,4%.

A mídia exterior também permaneceu estável, com ligeiro crescimento de 0,14% em relação a janeiro de 2008. Mobiliário urbano (-25,4%), mídia móvel (-17,8%) e painéis (-6,4%) tiveram desempenho negativo no período, enquanto outdoor conseguiu melhora de 5%. O meio só não ficou no vermelho por conta do ótimo resultado dos painéis eletrônicos, cujo faturamento publicitário subiu 61,2%. Nesta área entram as telas de plasma e LCD, que vêm ganhando espaço em pontos-de-venda dos mais variados tipos. Por conta disso, em janeiro deste ano o segmento passou a ser identificado, pelo Inter-Meios, como digital out-of-home.

Fonte: Meio & Mensagem (por Alexandre Zaghi Lemos e Eliane Pereira)

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Varejistas criam suas próprias redes de TV

26 de fevereiro de 2009

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É difícil imaginar que o consumidor saia de casa para assistir à televisão em um supermercado. Mas é exatamente nisso que grandes varejistas, como Carrefour e Wal-Mart, acreditam com fervor cada vez maior. O negócio das redes de varejo continua a ser a construção de uma ponte entre os fabricantes e o consumidor final. Mas, hoje, em meio às gôndolas de molho de tomate, detergente e sabão em pó de lojas do Carrefour e do Wal-Mart, encontram-se telas de 40 polegadas que transmitem programas, notícias e, sobretudo, anúncios de produtos oferecidos a poucos passos de distância. Trata-se de mais uma prova do poder exercido pelo ponto-de-venda. Pesquisas apontam que 75% das decisões de compra são tomadas dentro da loja. Apoiados nelas, os varejistas tentam com seus canais exclusivos convencer o cliente a comprar algo que está fora de sua lista de supermercado. Eles descobriram, também, que poderiam unir o útil ao agradável e, assim, transformaram suas TVs de ponto-de-venda numa fonte extra de renda, com a venda dos anúncios para seus fornecedores. Essas miniemissoras são montadas em parceria com empresas especializadas, responsáveis pela tecnologia de transmissão, produção dos programas e venda dos anúncios. O varejista entra com a instalação dos aparelhos e a carteira de fornecedores como potenciais anunciantes e, em troca, recebe parte da receita publicitária — valor que, no Brasil, fica em torno de 15% da receita total. Tanto o Carrefour quanto o Wal-Mart não divulgam dados, mas estima-se que projetos como os implantados pelas duas redes tenham potencial de alcançar uma receita anual de 70 milhões de reais.

A TV do varejo já existe há pelo menos dez anos, mas seu crescimento efetivo como ferramenta de marketing aconteceu, de maneira mais intensa, nos últimos dois anos. O impulso ocorreu graças à popularização das telas de plasma e LCD, que tornou viável a implantação de redes de TV nas lojas — antes o custo era proibitivo e o formato dos televisores era pouco prático. Ao mesmo tempo, crescia o interesse pela chamada mídia alternativa, o que colocou a TV do varejo no mesmo patamar da publicidade online, de entretenimento e de guerrilha. Uma pesquisa da consultoria PQ Media aponta que entre 2002 e 2007 a mídia alternativa dobrou sua representação no bolo publicitário americano, passando de 8% do total dos investimentos para 16%. Nos Estados Unidos, a primeira grande rede a investir no potencial da TV de varejo foi o Wal-Mart. A maior rede de supermercados do mundo instalou 125 000 aparelhos de plasma e LCD em 4 000 lojas, que exibem programação contínua para um público estimado em 127 milhões de pessoas por semana — números que tornam a rede a quarta maior emissora do país, atrás de NBC, ABC e CBS. O canal do Wal-Mart conta com mais de 200 anunciantes. Estima-se que o canal exclusivo da empresa fundada por Sam Walton tenha faturado 100 milhões de dólares no ano passado.

A TV do varejo

A audiência nas principais redes de supermercados e fast food que transmitem programas de televisão dirigidos aos clientes brasileiros (em milhões de espectadores por mês).

Carrefour: 27
Wal-Mart: 15
Habib’s: 15
Ri Happy: 1,5
Fran’s Café: 1

Fonte: empresas

No Brasil, os números das TVs de ponto-de-venda são ainda modestos quando comparados com as estatísticas americanas. Juntos, Carrefour e Wal-Mart têm um público estimado em 42 milhões de espectadores por mês (veja quadro). A rede francesa reúne 112 lojas equipadas com o sistema, enquanto na subsidiária brasileira do Wal-Mart são 98 unidades. Os primeiros testes, segundo as redes de supermercados, são animadores. “Uma propaganda piloto de uma marca de adoçantes exibida nas lojas levou a um aumento de 70% nas vendas do produto e de 20% em toda a categoria”, diz Rodrigo Lacerda, diretor de marketing do Carrefour. “Esse tipo de publicidade não só ajuda a aumentar as vendas por impulso como também estimula o cliente a experimentar lançamentos.” No entanto, pesquisa encomendada ao instituto Ipsos pela Subway Link, a produtora de TV responsável pelos programas exibidos nas lojas brasileiras do Wal-Mart, mostra que os consumidores que se transformam em telespectadores ainda são minoria. Segundo o levantamento, 20% dos entrevistados se lembraram de imediato das telas instaladas nas lojas — quando estimulados pelo entrevistador, outros 69% afirmaram ter notado as TVs. Considerando ambos os grupos, 25% dos entrevistados disseram se lembrar de alguma propaganda exibida. “A publicidade nas TVs de varejo tem apresentado taxas muito altas de lembrança por parte dos consumidores. Mas é preciso aprofundar as metodologias de pesquisa nessa área”, diz Patrick Quinn, presidente da consultoria americana PQ Media.

As redes de TV de ponto-de-venda vêm crescendo nos Estados Unidos dentro de um contexto específico. As grandes emissoras de televisão aberta enfrentam cada vez mais dificuldades de manter a atenção do espectador durante os intervalos comerciais — que, graças a dispositivos eletrônicos como o TiVo, simplesmente pode eliminar a publicidade da programação. Com as TVs de varejo, os anunciantes ganharam mais uma maneira de atingir seu público sem correr esse risco. No Brasil, esse tipo de publicidade tem se revelado uma opção ao outdoor, depois que a prefeitura da cidade de São Paulo, maior mercado consumidor do país, proibiu propaganda em locais públicos — uma iniciativa que já começa a ser discutida em outras capitais brasileiras. Além do Carrefour e do Wal-Mart, já é possível encontrar TVs de ponto-de-venda na rede de lojas de brinquedos Ri Happy, na cadeia de fast food Habib’s e na cafeteria Fran’s Café. Recentemente, o grupo Pão de Açúcar anunciou que iniciará testes com um sistema semelhante ao do Carrefour em cinco lojas do hipermercado Extra. Em breve, a Lojas Americanas também implantará seu canal em 250 de suas 450 unidades. As cifras desses projetos ainda são diminutas, mas as emissoras de televisão, definitivamente, ganharam novos concorrentes.

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Popularidade: 77%

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Surge um novo meio de comunicação

28 de janeiro de 2009

A Mídia Digital Out of Home foi a solução encontrada em países do primeiro mundo para atingir o consumidor no momento certo, no momento da sua decisão de compra ou de uma forma mais espontânea, quando ele está carente de algum atrativo para amenizar a sua espera.

A Mídia Digital Out of Home é o novo meio de comunicação que surgiu neste milênio. Comunicação utilizando monitores de alta tecnologia, com transmissão digital, e estrategicamente localizados, levam informações dirigidas ao público quando ele está plena atividade. Tudo em perfeita sincronia com o seu momento.

O mais importante conceito da Mídia Digital of Home é a oferta de comunicação dirigida para audiências cativas e que se encontram fora de suas casas, mais especificamente em pontos de venda e/ ou em ambientes que exijam algum tipo de espera forçada.
Por exemplo: monitores instalados em redes de supermercados, shopping-centers, bares e restaurantes ou aqueles estrategicamente instalados e transmitindo programação segmentada, para públicos que se encontram em elevadores, ônibus, metrô, trens, consultórios, etc.

Fonte: ABDOH

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