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ABRAMID Confirma Tendência de Crescimento Em Mídia Indoor

27 de novembro de 2009

Associação de Mídia Indoor faz balanço e confirma que opções de mídia indoor estão ganhando espaço no mercado publicitário.

São Paulo, novembro de 2009 - A tendência é cada vez mais as opções de Mídia Indoor ganharem espaço junto a agências e anunciantes. Essa é a opinião da ABRAMID – Associação Brasileira de Mídia Indoor, após realizar um balanço entre seus associados, ao longo de 2009.

Michel Eberhardt, Presidente da ABRAMID informa que “no início do ano, as previsões não eram nada boas, em função da crise que se avizinhava. Mas, com o passar dos meses, o mercado reagiu sensivelmente, apresentando bons resultados para praticamente todas as nossas empresas associadas”.

E os bons resultados não são apenas fruto da destinação de verbas oriundas de outras mídias ou da restrição da Mídia Exterior na cidade de São Paulo. Segundo Eberhardt, boa parte dos bons resultados se deve ao trabalho constante desenvolvido pelas empresas afiliadas à entidade, no sentido de conscientizar anunciantes, agências e mídias sobre as vantagens, impacto e especificidades oferecidos pelos diversos tipos de mídia indoor.

Os investimentos publicitários registrados nesses 10 meses de 2009 revelam um crescimento constante e sustentado que deve permanecer em elevação no próximo ano. A estimativa da entidade é que cerca de 4,5% dos investimentos publicitários no Brasil são direcionados aos mais diversos segmentos de mídia indoor. O grande desafio, agora, segundo Eberhardt, é aumentar esse percentual nos próximos anos, para chegar ao patamar de 10% nos próximos 3 anos.
As informações divulgadas pela ABRAMID parecem ir ao encontro de uma mesma tendência, no mercado americano. Dados publicados pela Arbitron, recentemente, indica que cerca de 155 milhões de pessoas (67% da população) acima de 18 anos nos EUA foram expostas a alguma forma de mídia digital out-of-home nos últimos 30 dias. Ainda segundo o relatório divulgado pelo Instituto, 76% dos entrevistados disseram ter visto vídeos digitais em vários lugares diferentes. No setor de varejo, mercados, grandes lojas, farmácias, shopping centers e lojas de conveniência são os espaços mais citados. Os vídeos em postos de gasolina e em salas de espera de cinemas atingem 1 em cada 5 americanos. Aqui no Brasil, uma prova cabal da importância e reconhecimento que o segmento está obtendo junto ao mercado publicitário são as indicações da Elemídia para o Prêmio Caboré 2009 como um dos candidatos como Veículo de Comunicação – Mídia Eletrônica e também da indicação da Meta29 no Prêmio Colunistas. As duas empresas, tradicionais e respeitadas em termos de mídia indoor traduzem a capacidade técnica e profissional do nosso segmento, gerando essa confiança no mercado anunciante.

“O que sentimos atualmente, por parte de agências e anunciantes é um respeito maior pelas empresas que atuam seriamente com mídia indoor. E esse respeito vem sendo conquistado com um trabalho transparente de empresas sérias e comprometidas em atender efetivamente as necessidades dos clientes. Além dos aspectos normais levados em consideração no planejamento de uma campanha (com relação a aspectos técnicos, pesquisas, cobertura etc), hoje, ao se decidir por uma ação nesse tipo de mídia, o cliente se preocupa efetivamente se a empresa que vai atender suas necessidades tem um compromisso ético com os pontos de exibição que afirma ter, se entrega aquilo que é realmente contratado, se a qualidade das peças estão de acordo com o padrão de qualidade e muitas outras exigências. Somos frequentemente questionados se determinadas empresas que oferecem facilidades para a execução de campanhas são associadas à nossa entidade que já nasceu com um Código de Ética rígido para coibir práticas indesejáveis e desleais”.

“Acredito que esse será o futuro de nosso segmento, pois o mercado não aceita mais práticas desleais e não profissionais. Com a nossa atuação nesse sentido, com certeza poderemos aumentar muito o planejamento de campanhas para nosso segmento, garantindo a qualidade e profissionalismo desejado pelos nossos clientes”, finaliza Eberhardt.

Por Michel Eberhardt

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A evolução do Digital Signage no mercado brasileiro

13 de outubro de 2009

Há pouco mais de três anos, a sinalização digital ou Digital Signage (DS) era um sonho distante em virtude do alto custo das telas planas e players digitais. Este quadro mudou radicalmente, pois o hardware se popularizou. O que vemos hoje é uma profusão de telas espalhadas nos ambientes de varejo em virtude do preço baixo e da alta eficiência desta mídia.

Até então, o banner impresso ocupava o centro das atenções por ser uma mídia barata e que permitia a troca de informações. Hoje, surpreendentemente, sabemos que um banner eletrônico, embora tenha um custo inicial maior, acaba custando menos no longo prazo do que seu irmão impresso.

Além disso, evita o corte de árvores, sendo ecológico; permite edições rápidas e, o melhor, agrega movimento, o que chama a atenção dos consumidores. Estatísticas do POPAI-USA indicam que displays com movimento incrementam vendas em 150%. Os banners ganharam movimento.

A enorme quantidade de modelos e aplicações também contribui para a rápida difusão desta ferramenta como a melhor que já existiu em termos de promoção e merchandising de ponto-de-venda. Comecemos pelos crachás digitais (IDs) que ajudam a força de vendas com mini-telas de LCD presas por ímãs nas camisas dos vendedores.

Estas telas veiculam informações técnicas e lançamentos de produtos, chamando a atenção do consumidor e ampliando as vendas. Telas de 7 e 10 polegadas são montadas em gôndolas, prateleiras, check-outs e displays promocionais, alavancando a venda de itens de impulso no momento de decisão de compra.

Videowalls e projetores são montados em fachadas de lojas, mostrando o lançamento de coleções de tênis, calçados e roupas, exibindo desfiles, embelezando o ambiente e criando um clima de consumo agradável e moderno.

Redes de sinalização digital são implementadas em farmácias, pontos de dose e supermercados, sugerindo formas de consumo e receitas, auxiliando o consumidor no uso correto de produtos e aumentando as vendas destas redes e dos anunciantes.

Em outras palavras, o trade marketing vem usando a ferramenta com força total, pois já percebeu que o custo x benefício é espetacular, quando comparado, por exemplo, ao custo de promotoras, muito mais caras e que exigem forte treinamento.

Lançando um segundo olhar sobre o DS, este também tende a ser um “boom” como veículo publicitário, por estar posicionado no target próximo ao consumidor no ponto-de-venda. Isto porque é uma ferramenta de mensuração eficiente, o que é altamente apreciado pelos anunciantes.

Ele também vai contribuir para o branding ao fazer parte da rotina das pessoas, criando um recall natura, e terá segmentação, o que deve ser o maior fator de seu sucesso, pois os “canais” são representados pelos diferentes tipos de varejo e dos consumidores neles presentes.

Panificadoras, salões de cabeleireiro e lojas de material de construção enviarão mensagens a targets específicos que se quer atingir. Com o tempo, o crescimento de redes indoor atingirá uma massa maior de consumidores. Assim, teremos uma mídia de massa segmentada e eficiente.

Enfim, o que se vê hoje é uma conscientização do grande poder de fogo desta ferramenta, que a custo muito baixo, consegue comunicar muito, em um curto espaço de tempo, adequando-se exatamente ao ritmo de compra e localidade. O DS evoluiu, e muito mais vem por aí.

Por Ronald Peach Jr., via administradores.com.br - presidente do grupo Outform Droid. Formado em engenharia eletrônica pela Fundação Armando Álvares Penteado é membro do conselho e diretor do Comitê de Sinalização Digital do POPAI Brasil.

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Propaganda deve se adequar à tecnologia

8 de junho de 2009

Durante o 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado, o publicitário Jomar Pereira da Silva Roscoe foi reeleito presidente da regional brasileira da Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade (Alap), entidade que conta com 250 empresas associadas no País. Com 68 anos, o mineiro radicado no Rio de Janeiro tem a missão de incentivar a preservação do papel de vanguarda da publicidade brasileira na América Latina.
Em entrevista ao Jornal do Comércio, Roscoe comenta os efeitos da crise econômica sobre o setor publicitário brasileira. Otimista, o presidente da Alap acredita que o segmento deverá fechar o ano com crescimento de 4% na receita e lembra que o principal desafio das agências é se adequar à revolução tecnológica sem perder a criatividade e a eficiência de resultados.

Jornal do Comércio - Como a crise atingiu o setor de publicidade no Brasil?
Jomar Pereira da Silva Roscoe - O primeiro semestre de 2009 está sendo muito difícil para os negócios, em consequência dos últimos meses de 2008, que foram negativos. Agora devemos entrar em um processo de recuperação e de adaptação às novas realidades. O maior problema para o setor é que, na verdade, atravessamos duas crises, a real e a psicológica, sendo que esta última é mais danosa. Quando as pessoas estão contaminadas apenas com a possibilidade de que sejam afetadas em suas atividades normais, elas começam a se comportar como se a crise já tivesse lhes atingido. Portanto a publicidade tem o papel essencial de combater esse “sentimento de crise”, que chega a ser mais grave que os problemas reais.

JC - Há motivos para ser otimista em relação ao resto do ano?
Roscoe - Já existe uma recuperação nítida da economia, e a publicidade vai obviamente participar desse processo, inclusive estimulando para que essa reação seja mais acelerada. O pior da crise realmente já passou, vários indicadores já demonstram que haverá uma alteração para melhor, então a publicidade vai estimular e reforçar estas tendências.

JC - Quanto o setor deve crescer até o final do ano?
Roscoe - Acredito que o setor vá crescer 4% no segundo semestre, mas o resultado pode ser superior a isso. Ele deve superar o crescimento econômico do País, devido ao fator de alavancagem de negócios exercido pela publicidade, que faz com que nosso segmento evolua num índice maior do que a própria economia.

JC - Quais os principais desafios que o setor publicitário brasileiro enfrenta atualmente?
Roscoe - O maior problema das agências é esse momento de mudanças e incertezas que vivemos devido à revolução tecnológica. No Festival de Publicidade de Gramado, todos os palestrantes foram unânimes em colocar as relações com as novas mídias e seu impacto nos meios de comunicação tradicionais como o principal desafio da publicidade.

JC - As empresas brasileiras estão preparadas para enfrentar estas mudanças?
Roscoe - Esse é um momento de oportunidade para as empresas que estão mais consolidadas. Algumas estão preparadas para as mudanças, porque são mais amadurecidas e sabem que estamos vivendo uma fase dura nos negócios. Estamos vivendo uma época que combina uma crise econômica com o início de novas mídias e novos desafios. Temos que conviver com uma grande oferta de oportunidades, de meios de comunicação que estão surgindo, ao mesmo tempo em que somos forçados a investir de forma cada vez melhor a verba do anunciante a fim de melhorar o retorno, o que é uma situação desafiadora.

JC - Qual seria a solução para esse impasse?
Roscoe - O caminho é a criatividade. Qualquer que seja o meio ou momento, a tônica da inovação e criatividade deve prevalecer sempre. No entanto, é preciso que ela seja usada sempre visando a resultados. Não se pode ser criativo apenas pela brincadeira, por “ser engraçado”, é necessário fazer publicidade criativa e consistente que dê resultados.

Otimismo no Brasil contrasta com a preocupação no exterior

Para o setor publicitário brasileiro, o ano de 2009 deverá fechar de forma positiva. Os profissionais da área esperam que o próximo semestre feche o ano com uma elevação de 4% a 8% na receita. “Temos uma sinalização de reaquecimento do mercado em segmentos específicos, como de automóveis, eletrodomésticos e imobiliário, o que gera otimismo”, informou Alexandre Brandão Skowronsky, presidente do 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado.
Entretanto, essas expectativas apontam uma redução no crescimento em comparação com 2008, quando a receita de publicidade no Brasil subiu 12%, chegando a R$ 58,11 bilhões, de acordo com o Ibope. “O mercado publicitário resistiu bem ao período de turbulência, e, embora não se possa dizer que não tenha sofrido, a tendência agora é de estabilidade com algum crescimento”, afirmou Hiran Castello Branco, presidente do Conselho Nacional de Propaganda (CNP).
Se no Brasil o otimismo é generalizado, no exterior o setor vê o ano com cautela. Somente nos Estados Unidos, a queda na receita do setor publicitário deve chegar a 13% em 2009, de acordo com Christian Lüerzer, sócio da revista Lüerzer’s Archive, uma das principais publicações mundiais de propaganda. A queda no faturamento chega até mesmo a afetar as premiações do setor. “As inscrições para o Festival de Publicidade de Cannes, que são caras, caíram 20% em relação ao ano passado, o que é outro indicativo do momento pelo qual passam as empresas”, apontou.
As dificuldades sofridas pela publicidade norte-americana são confirmadas por Neal Davies, da agência Naked, de Nova Iorque. “Muitas pessoas perderam os empregos, muitos clientes pararam de investir, estamos vivendo tempos muito desafiadores”, afirmou. No entanto, Davies acredita que a crise também cria condições para que as empresas do setor reflitam sobre a eficácia de seus trabalhos, forçando os profissionais a encontrar soluções que tenham reflexos diretos nos negócios de seus clientes.
“O importante é que as agências não digam que, para enfrentar a crise, farão o mesmo que realizaram no ano passado, mas em menor quantidade. O que temos que fazer agora são anúncios mais criativos e que realmente funcionem”, destacou.

Fonte: Jornal do Comercio

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2009: o ano de métricas para publicidade digital out-of-home

11 de maio de 2009

Por Graeme Spicer
tradução livre

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Tem sido um padrão previsível. Sempre no mês de janeiro, nos últimos quatro anos, os “evangelistas” do meio digital out-of-home fazem a previsão: “este será o ano em que o digital signage vai se tornar um meio de publicidade viável.” E no final de cada ano, a indústria parece postergar mais um ano para chegar ao sucesso.

No entanto, em 2008 houve um progresso real para o meio DOOH, na busca de ser levado a sério pelos anunciantes nacionais e suas agências. Grandes redes de digital signage continuaram a expandir a sua cobertura, tanto geograficamente como em novos segmentos. Nenhuma rede ainda alega valer mais que o próprio inventário ou ser extremamente rentável, mas a freqüência de anunciantes nacionais veiculando em telas de shoppings, supermercados, postos de gasolina e academias de ginástica, para citar apenas algumas categorias, tem aumentado substancialmente.

Continuam a existir entraves para o crescimento da indústria. Por exemplo, tirando algumas exceções, o desenvolvimento de um conteúdo verdadeiramente convincente e eficaz continua causando hesitação para anunciantes e agências. Muitas vezes, uma simples adaptação da publicidade televisiva é utilizada. Esta é uma triste subutilização de uma das maiores forças do meio: a capacidade de produzir conteúdo eficiente e relevante para o consumidor que se encontra em um determinado local, em uma hora específica do seu dia.

Outra crítica ao meio DOOH é de que a comunidade publicitária ainda não percebeu o papel estratégico que essa mídia pode desempenhar dentro de grandes campanhas. Isso não é culpa das agências. Compete à comunidade DOOH “catequizar” os benefícios trazidos pelas mensagens comerciais que estão presentes no percurso-de-venda e no ponto-de-venda.

No entanto, ocorreram progressos consideráveis neste âmbito. A dinâmica criada em torno da formação da ”Out-of-Home Video Advertising Bureau (OVAB)” começou a abordar a questão. Com a adesão de muitos dos principais players do setor, a OVAB claramente teve um impacto sobre a consciência coletiva das agências. No “OVAB Digital Media Summit”, realizado na cidade de Nova Iorque, em finais de Outubro de 2008, líderes da comunidade DOOH emitiram uma mensagem unificada para os anunciantes: a indústria é forte e crescente, e vai desempenhar um papel cada vez mais importante no processo de planejamento de mídia.

Evidentemente, a maior conscientização das agências sobre a indústria, exigiu rapidamente novas formas de controle, especialmente na área de métricas. As agências estão acostumadas a comprar e mensurar mídia com base em métricas consolidadas, vindas das redes de televisão e mídia impressa. CPMs (custo por mil impressões) e GRP (Gross Rating Points) são as linguagens das empresas de mídia.

A OVAB rapidamente chegou à conclusão de que a aceitação viria muito mais facilmente, se na conversa com as agências sobre audiência, usasse uma linguagem de rápido entendimento, e com a qual tivessem um nível de conforto.

A maioria das redes existentes de digital signage tinha pouco a oferecer com relação a pesquisas significativas de medição de audiência. As redes que haviam contratado a Arbitron, Nielsen ou outras empresas de pesquisa para realizar um levantamento de suas audiências acabaram freqüentemente usando metodologias inconsistentes.

Na Primavera de 2008, a OVAB encomendou o estudo de uma nova metodologia de métrica para audiência. O objetivo era chegar a um conjunto de normas que todas as redes de DOOH pudessem adotar e utilizar nos seus esforços de pesquisa, permitindo uma comparação significativa das redes de audiências e seus índices. Os meios de comunicação envolveram-se fortemente desde o início do estudo, fornecendo inspiração e recomendações em cada passo do caminho. Essas diretrizes foram lançadas no “Digital Media Summit”, em outubro de 2008, e estão disponíveis para download no www.ovab.org.

A indústria DOOH e a comunidade publicitária aprovaram as novas diretrizes, e muitas redes apressaram-se em anunciar sua imediata conformidade com as métricas da OVAB. Infelizmente, essas diretrizes foram destinadas principalmente a uma platéia de profissionais de pesquisa, e a leitura é bastante pesada. Isto causou certo mal-entendido entre a comunidade DOOH, gerando diferentes interpretações sobre o conteúdo apresentado. Um dos principais blogueiros da indústria, até se propôs a publicar um “OVAB Guidelines for Dummies”.

Portanto, uma clara prioridade para 2009 é que indústria DOOH coloque em prática as novas normas. A maioria dos membros da OVAB já está bem nesse caminho, mas isso não é suficiente. Existem muitas redes, grandes e pequenas, que não são membros OVAB, mas cuja aceitação das novas normas de métrica será necessária para assegurar a sua ampla adoção pela comunicação de planejamento e compra de mídia.

A mídia digital out-of-home finalmente conquistará seu lugar no planejamento de mídia em 2009. O clima de instabilidade econômica acabou forçando os planejadores a extrair o máximo benefício de cada dólar gasto com mídia. Cabe à comunidade DOOH, tornar o processo de planejamento e de compra o mais fácil possível, bem como as métricas o mais transparente e coerente possível. Com uma verdadeira prestação de contas, a indústria DOOH poderá alegar resultados com autoridade e credibilidade.

Graeme Spicer é VP de Parcerias Estratégicas da Adcentricity Inc., o maior serviço de planejamento e compra de mídia DOOH na América do Norte.

Fonte: digitalmediabuzz.com

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Digital Signage: 10 principais tendências para 2009

4 de fevereiro de 2009

Tradução Livre

Keith Kelsen é presidente executivo do conselho de administração da companhia The MediaTile e presidente do Comitê de Conteúdo da Digital Signage Association.

Tendência # 1: O conteúdo é o próximo assunto principal da indústria

Este será um ano crucial para o conteúdo de qualidade. Como uma indústria, nós agora temos uma ótima e comprovada tecnologia para entregar mensagens às redes de mídia OH, mas e agora? Atrevo-me a dizer? Eu preciso dizer! “O conteúdo é rei.” E Por quê?

Desde tempos pré-históricos, como evidenciado em pinturas rupestres, as pessoas têm utilizado imagens, colocadas em locais onde outros as encontrariam, para comunicar informações importantes. Por mais de 120 anos, rápidos avanços na tecnologia têm transformado a comunicação humana, fornecendo informação rápida e com maior grau de relevância. A tecnologia que nos levou a um novo meio, o Digital Signage, tornou-se banal. Agora, mais do que nunca, “a mensagem é o meio.” O conteúdo executado nas telas é o que proporciona à Sinalização Digital, seu momento de brilhar. Como um novo meio, o Digital Signage precisa para definir a sua própria abordagem criativa para o conteúdo.

Tendência # 2: radiodifusores tradicionais estão entrando no mercado de Digital Signage

Com a indústria da televisão enfrentando uma queda sem precedentes, os fabricantes e produtores de conteúdo estão procurando expandir e capitalizar na indústria de Digital Signage / Out Of Home. É a evolução natural: quando uma nova mídia que desenvolve, muitas empresas colocam recursos para testar o mercado. Algumas empresas mergulham no negócio de cabeça, pois não têm alternativa.

Produtoras empregam equipas criativas especializadas, que podem trazer conteúdo de alta qualidade no mundo de Digital Signage. Algumas terão que correr atrás do tempo; algumas terão que balancear habilidades em web e flash para adaptar o conteúdo para este novo meio, em busca de máximo impacto, e atingir retornos sem precedentes. Nós provavelmente veremos aquisições provenientes da indústria de televisão - empresas basicamente comprando seu caminho no mercado de forma a compensar o tempo perdido na indústria Out Of Home, e a falta de conhecimento em tecnologia e produção.

Tendência # 3: Agências estão despertando para o poder de Digital Signage

Muitas agências estão percebendo que a Digital Out Of Home é uma valiosa área a explorar. É difícil a transição da mídia tradicional para OH. Algumas agências estão induzindo clientes a investir neste crescente mercado. Plataformas de software abertos vão despontar, já que permitem maior acessibilidade, ajudando agências a dirigir com mais conforto e ampliar o caminho no território de Digital Signage.

Agências também estão percebendo que OH estende-se além painéis digitais; que se estende para além desta antiga encarnação de Sinalização Digital. DOOH está sendo usado para construir marcas na prateleira e no interior da loja, para capturar o consumidor, no melhor momento possível: no momento da decisão. A mídia indoor é a nova fronteira para as agências que procuram expandir a presença dos produtos e aumentar as vendas na prateleira. A boa notícia é que a mídia é mensurável, tendo aumentos reais de venda como prova. No interior da loja, a função da mídia vai além de “captar os olhos” e promover a marca: trata-se de merchandising e venda de produtos.

Tendência # 4: Marcas estão transferindo dinheiro da TV tradicional para este mercado

Grandes marcas estão se movendo para o mercado OH, agora mesmo. Com a diminuição da audiência da TV tradicional, elas começaram a procurar por formas de comunicação mais eficazes. Esta tendência começou no ano passado, quando algumas marcas ignoraram suas agências e começaram a experimentar diretamente a mídia OH. Construir a marca nas prateleiras é uma parte crucial desta estratégia. Para que as marcas sobrevivam e mantenham os clientes, elas precisam gastar dinheiro no ponto de venda, ou correm o risco de perder clientes para marcas genéricas. Uma vez perdido, é difícil ganhar um cliente de volta - e custa caro. Esta tendência irá crescer geometricamente enquanto uma vez que as vendas tornam-se cada vez mais competitivas.

Tendência # 5: Convergência de plataformas e interação com celulares é crítica

No ano passado, Bluetooth e mensagens de texto superaram as fases experimentais. A ligação e a relação simbiótica entre monitores e celulares vão continuar a crescer, com novos projetos em 2009. Os consumidores estão preparados para utilizar essa tecnologia atualmente.
Personalizar o conteúdo, oferecendo cupons ou outras ofertas através de celulares, irá impulsionar as vendas na prateleira. Acompanhar estas interações para medir o sucesso de uma ação, irá desempenhar um papel importante no sucesso global da campanha. Digital Signage terá um papel principal nesta área, agregando valor a toda a rede de comunicação digital.

Tendência # 6: Interatividade e medição

Juntamente com a interação com os celulares, outras tecnologias irão impulsionar a indústria e reforçar novas experiências de consumo, como telas ‘touchscreen’ ou instalações interativas com sensores de movimento. O engajamento do consumidor acrescenta o tátil ao visual, e contribui para criar uma ligação emocional com a marca e o produto. Como foi o caso com os celulares, 2009 verá mais do que simples e pequenos projetos-piloto. Lançamentos de grande escala serão exibidos, competindo pela atenção do consumidor e se estruturando em níveis sem precedentes.

Medição demonstra a maturidade da indústria e é fundamental em 2009. Dados recolhidos a partir de soluções interativas, darão à OH uma poderosa qualificação, sob a forma de inteligência de mercado e feedback dos consumidores, para os marqueteiros e agências medirem o sucesso das suas campanhas.

Tendência # 7: Conteúdo e anúncios automatizados por bancos de dados

Como um número crescente de grandes redes surge on-line, bem como o número de monitores cresce geometricamente, a criação de playlists individuais que são relevantes apenas a um monitor específico e sua platéia associada, vai se tornar uma coisa do passado. Assim como nos motores de pesquisa da Internet, metadados de conteúdo e telas acabarão por ser combinados para determinar o momento certo, o local, alvo e atitudes comportamentais. Isto irá permitir o acesso a bases de dados de anúncios e eliminar as complexidades do processo de tomar decisões baseadas em ‘quando’, ‘onde’ e ‘por que’. Isto irá estabelecer a indústria OH como de vanguarda.

Tendência # 8: Custo do LCD e computadores continua caindo

O preço das telas LCD vem baixando ao longo dos últimos seis anos, uma tendência que irá continuar. Inovações na produção de ´media players´ também farão os preços baixarem. A qualidade continua a ser um fator importante, e será fundamental para manter as redes ligadas e funcionando 24h por dia. O declínio no custo não é um substituto para a tecnologia confiável e escalável. Investimentos e ROI ainda exigem uma plataforma de qualidade.

Tendência # 9: Consolidações e fracassos continuarão

Nestas condições econômicas sem precedentes haverá falhas e consolidações, em 2009. Isso é tão bom quanto ruim para a indústria. Embora existam falhas que comprometem a integridade da indústria, os modelos de negócios serão adaptados em 2009, para melhorar a indústria como um todo; a atual situação econômica irá simplesmente acelerar este processo evolutivo. Haverá sucesso para as empresas que estão estabelecidas, têm bons modelos de negócios e liquidez para agüentar. 2010 será o ano dos vencedores no jogo final, onde um pequeno número de empresas domina o mercado.

Tendência # 10: Crescimento da indústria é moderado, mas positivo

Não obstante os meus comentários anteriores, o crescimento da indústria será moderado. Redes de Digital Signage têm condições de reduzir custos, economizar recursos e comunicar mensagens poderosas. Estes são atributos que irão impulsionar o crescimento contínuo enquanto empresas globais reavaliam cada aspecto de seu planejamento de comunicação. Olhar de perto para os modelos e as empresas que se beneficiam da tecnologia Digital Signage será o segredo. Criar um cenário para utilização da Sinalização Digital é o nosso dever como uma indústria, e este será mais um ano de crescimento.

Fonte: DigitalSignageToday.com

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O Consumidor do século XXI

3 de fevereiro de 2009

Emoção versus razão. Do equilíbrio perfeito resultante desse embate antagônico depende a existência humana. Há muitos anos, e notadamente no seculo XXI, o individuo se vê impelido a tomar decisões racionais. Produzir, ser competitivo, gerar resultados…

Mas, na sociedade de consumo, esses sentimentos e entrelaçam. A emoção tem forte influência no ato de consumir, mesmo quando se acredita estar fazendo uma opção pela razão.

É facil, então, entender por que o mundo e as pessoas mudaram tanto. A sociedade de consumo foi responsável direta por essas grandes transformações. Ela alterou profundamente o modo de vida das pessoas, nas palavras do teórico da hipermidernidade, o francês Gilles Lipovetsky. Modificou, e modifica a todo instante, gostos, aspirações e comportamentos.

Na era da experiência, o sentido do consumo está vinculado à construção da identidade. Esta tende a ser flexivel às mudanças, porque permeia a diversidade dos sistemas socioculurais que rodeiam o consumidor, sem deixar de permanecer na essência de cada um.

Reflexões

De um modo geral, os brasileiros estão consumindo mais. A oferta de produtos é grande e o acesso não está restrito a um determinado grupo de pessoas.

As lojas de rua ainda são as mais procuradas para as compras, seguidas das lojas de shopping.

O cartão de crédito é reconhecido como um trampolim para o consumo, e nem sempre a fatura é paga integralmente.

O esforço para o consumo consciente torna-se uma barreira para a prática. Porém o interesse dos brasileiros por assuntos relacionados ao meio ambiente é muito maior do que qualquer outro país da américa latina.

Poucos estão dispostos a abrirem mão do padrão de vida para trabalharem menos.

A experiência individual do consumo e a qualidade são fundamentais. Ele conhece e exige seus direitos.

O Consumidor do Século XXI considera-se consciente de suas possibilidades e percebe-se pouco influenciável. Porém, evita aindar com seus cartões/cheques para não gastar.

Na hora de decidir as compras, a família e a experiência anterior são fatores determinantes. O PDV também interfere diretamente na decisão.

O Consumidor do século XXI conversa sobre produtos, influencia pessoas e valoriza a informação.

O relacionamento com os meios fecha o círculo de influências, proporcionando conhecimento sobre os produtos desejados.

Fonte: IBOPE

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