Arquivo de fevereiro, 2009

Varejistas criam suas próprias redes de TV

26 de fevereiro de 2009

tv_carrefour

É difícil imaginar que o consumidor saia de casa para assistir à televisão em um supermercado. Mas é exatamente nisso que grandes varejistas, como Carrefour e Wal-Mart, acreditam com fervor cada vez maior. O negócio das redes de varejo continua a ser a construção de uma ponte entre os fabricantes e o consumidor final. Mas, hoje, em meio às gôndolas de molho de tomate, detergente e sabão em pó de lojas do Carrefour e do Wal-Mart, encontram-se telas de 40 polegadas que transmitem programas, notícias e, sobretudo, anúncios de produtos oferecidos a poucos passos de distância. Trata-se de mais uma prova do poder exercido pelo ponto-de-venda. Pesquisas apontam que 75% das decisões de compra são tomadas dentro da loja. Apoiados nelas, os varejistas tentam com seus canais exclusivos convencer o cliente a comprar algo que está fora de sua lista de supermercado. Eles descobriram, também, que poderiam unir o útil ao agradável e, assim, transformaram suas TVs de ponto-de-venda numa fonte extra de renda, com a venda dos anúncios para seus fornecedores. Essas miniemissoras são montadas em parceria com empresas especializadas, responsáveis pela tecnologia de transmissão, produção dos programas e venda dos anúncios. O varejista entra com a instalação dos aparelhos e a carteira de fornecedores como potenciais anunciantes e, em troca, recebe parte da receita publicitária — valor que, no Brasil, fica em torno de 15% da receita total. Tanto o Carrefour quanto o Wal-Mart não divulgam dados, mas estima-se que projetos como os implantados pelas duas redes tenham potencial de alcançar uma receita anual de 70 milhões de reais.

A TV do varejo já existe há pelo menos dez anos, mas seu crescimento efetivo como ferramenta de marketing aconteceu, de maneira mais intensa, nos últimos dois anos. O impulso ocorreu graças à popularização das telas de plasma e LCD, que tornou viável a implantação de redes de TV nas lojas — antes o custo era proibitivo e o formato dos televisores era pouco prático. Ao mesmo tempo, crescia o interesse pela chamada mídia alternativa, o que colocou a TV do varejo no mesmo patamar da publicidade online, de entretenimento e de guerrilha. Uma pesquisa da consultoria PQ Media aponta que entre 2002 e 2007 a mídia alternativa dobrou sua representação no bolo publicitário americano, passando de 8% do total dos investimentos para 16%. Nos Estados Unidos, a primeira grande rede a investir no potencial da TV de varejo foi o Wal-Mart. A maior rede de supermercados do mundo instalou 125 000 aparelhos de plasma e LCD em 4 000 lojas, que exibem programação contínua para um público estimado em 127 milhões de pessoas por semana — números que tornam a rede a quarta maior emissora do país, atrás de NBC, ABC e CBS. O canal do Wal-Mart conta com mais de 200 anunciantes. Estima-se que o canal exclusivo da empresa fundada por Sam Walton tenha faturado 100 milhões de dólares no ano passado.

A TV do varejo

A audiência nas principais redes de supermercados e fast food que transmitem programas de televisão dirigidos aos clientes brasileiros (em milhões de espectadores por mês).

Carrefour: 27
Wal-Mart: 15
Habib’s: 15
Ri Happy: 1,5
Fran’s Café: 1

Fonte: empresas

No Brasil, os números das TVs de ponto-de-venda são ainda modestos quando comparados com as estatísticas americanas. Juntos, Carrefour e Wal-Mart têm um público estimado em 42 milhões de espectadores por mês (veja quadro). A rede francesa reúne 112 lojas equipadas com o sistema, enquanto na subsidiária brasileira do Wal-Mart são 98 unidades. Os primeiros testes, segundo as redes de supermercados, são animadores. “Uma propaganda piloto de uma marca de adoçantes exibida nas lojas levou a um aumento de 70% nas vendas do produto e de 20% em toda a categoria”, diz Rodrigo Lacerda, diretor de marketing do Carrefour. “Esse tipo de publicidade não só ajuda a aumentar as vendas por impulso como também estimula o cliente a experimentar lançamentos.” No entanto, pesquisa encomendada ao instituto Ipsos pela Subway Link, a produtora de TV responsável pelos programas exibidos nas lojas brasileiras do Wal-Mart, mostra que os consumidores que se transformam em telespectadores ainda são minoria. Segundo o levantamento, 20% dos entrevistados se lembraram de imediato das telas instaladas nas lojas — quando estimulados pelo entrevistador, outros 69% afirmaram ter notado as TVs. Considerando ambos os grupos, 25% dos entrevistados disseram se lembrar de alguma propaganda exibida. “A publicidade nas TVs de varejo tem apresentado taxas muito altas de lembrança por parte dos consumidores. Mas é preciso aprofundar as metodologias de pesquisa nessa área”, diz Patrick Quinn, presidente da consultoria americana PQ Media.

As redes de TV de ponto-de-venda vêm crescendo nos Estados Unidos dentro de um contexto específico. As grandes emissoras de televisão aberta enfrentam cada vez mais dificuldades de manter a atenção do espectador durante os intervalos comerciais — que, graças a dispositivos eletrônicos como o TiVo, simplesmente pode eliminar a publicidade da programação. Com as TVs de varejo, os anunciantes ganharam mais uma maneira de atingir seu público sem correr esse risco. No Brasil, esse tipo de publicidade tem se revelado uma opção ao outdoor, depois que a prefeitura da cidade de São Paulo, maior mercado consumidor do país, proibiu propaganda em locais públicos — uma iniciativa que já começa a ser discutida em outras capitais brasileiras. Além do Carrefour e do Wal-Mart, já é possível encontrar TVs de ponto-de-venda na rede de lojas de brinquedos Ri Happy, na cadeia de fast food Habib’s e na cafeteria Fran’s Café. Recentemente, o grupo Pão de Açúcar anunciou que iniciará testes com um sistema semelhante ao do Carrefour em cinco lojas do hipermercado Extra. Em breve, a Lojas Americanas também implantará seu canal em 250 de suas 450 unidades. As cifras desses projetos ainda são diminutas, mas as emissoras de televisão, definitivamente, ganharam novos concorrentes.

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TV 3D é comandada com gestos

26 de fevereiro de 2009

ipoint_3d

Vamos ser francos: não entendemos essa mania de nomear produtos com um “i” antes do nome real. O iPhone é legal, tudo bem, mas é realmente preciso que tudo seja assim agora? Bom, ao menos um aparelho promete algo de realmente bacana ao invés de somente embarcar na moda do “i”: o iPont 3D é uma daquelas maravilhas que queremos ter na sala de casa para mostrar para nossos amigos.

O modelo estará na CeBIT na semana que vem, na Alemanha, mas vamos dar uma pequena prévia aqui porque estamos tão ansiosos por ver isso quanto você. Trata-se de uma TV LCD com a tecnologia 3D (daquelas sem óculos), com uma atração a mais: você pode manipular objetos em terceira dimensão com ela. Sem tocar, sem encostar, sem precisar manchar a tela com suas digitais gordurosas cheias de maionese.

Ela funciona com um sensor de reconhecimento (geralmente suspenso acima do usuário) e um par de câmeras embutidas. O efeito, imaginamos, seria parecido com o equipamento que o Tom Cruise utiliza no filme Minority Report.

A inovação é da Franhofer-Gesellschaft e ainda não tem previsão nem de lançamento, nem de preço. Provavelmente é caríssima, mas assim é toda novidade no mundo da tecnologia. Quando aparecer na CeBIT, fique de olho que vamos contar tudo sobre o iPoint 3D. Mesmo com esse nome.

Fonte: PC Mag

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Digital Signage: 10 principais tendências para 2009

4 de fevereiro de 2009

Tradução Livre

Keith Kelsen é presidente executivo do conselho de administração da companhia The MediaTile e presidente do Comitê de Conteúdo da Digital Signage Association.

Tendência # 1: O conteúdo é o próximo assunto principal da indústria

Este será um ano crucial para o conteúdo de qualidade. Como uma indústria, nós agora temos uma ótima e comprovada tecnologia para entregar mensagens às redes de mídia OH, mas e agora? Atrevo-me a dizer? Eu preciso dizer! “O conteúdo é rei.” E Por quê?

Desde tempos pré-históricos, como evidenciado em pinturas rupestres, as pessoas têm utilizado imagens, colocadas em locais onde outros as encontrariam, para comunicar informações importantes. Por mais de 120 anos, rápidos avanços na tecnologia têm transformado a comunicação humana, fornecendo informação rápida e com maior grau de relevância. A tecnologia que nos levou a um novo meio, o Digital Signage, tornou-se banal. Agora, mais do que nunca, “a mensagem é o meio.” O conteúdo executado nas telas é o que proporciona à Sinalização Digital, seu momento de brilhar. Como um novo meio, o Digital Signage precisa para definir a sua própria abordagem criativa para o conteúdo.

Tendência # 2: radiodifusores tradicionais estão entrando no mercado de Digital Signage

Com a indústria da televisão enfrentando uma queda sem precedentes, os fabricantes e produtores de conteúdo estão procurando expandir e capitalizar na indústria de Digital Signage / Out Of Home. É a evolução natural: quando uma nova mídia que desenvolve, muitas empresas colocam recursos para testar o mercado. Algumas empresas mergulham no negócio de cabeça, pois não têm alternativa.

Produtoras empregam equipas criativas especializadas, que podem trazer conteúdo de alta qualidade no mundo de Digital Signage. Algumas terão que correr atrás do tempo; algumas terão que balancear habilidades em web e flash para adaptar o conteúdo para este novo meio, em busca de máximo impacto, e atingir retornos sem precedentes. Nós provavelmente veremos aquisições provenientes da indústria de televisão - empresas basicamente comprando seu caminho no mercado de forma a compensar o tempo perdido na indústria Out Of Home, e a falta de conhecimento em tecnologia e produção.

Tendência # 3: Agências estão despertando para o poder de Digital Signage

Muitas agências estão percebendo que a Digital Out Of Home é uma valiosa área a explorar. É difícil a transição da mídia tradicional para OH. Algumas agências estão induzindo clientes a investir neste crescente mercado. Plataformas de software abertos vão despontar, já que permitem maior acessibilidade, ajudando agências a dirigir com mais conforto e ampliar o caminho no território de Digital Signage.

Agências também estão percebendo que OH estende-se além painéis digitais; que se estende para além desta antiga encarnação de Sinalização Digital. DOOH está sendo usado para construir marcas na prateleira e no interior da loja, para capturar o consumidor, no melhor momento possível: no momento da decisão. A mídia indoor é a nova fronteira para as agências que procuram expandir a presença dos produtos e aumentar as vendas na prateleira. A boa notícia é que a mídia é mensurável, tendo aumentos reais de venda como prova. No interior da loja, a função da mídia vai além de “captar os olhos” e promover a marca: trata-se de merchandising e venda de produtos.

Tendência # 4: Marcas estão transferindo dinheiro da TV tradicional para este mercado

Grandes marcas estão se movendo para o mercado OH, agora mesmo. Com a diminuição da audiência da TV tradicional, elas começaram a procurar por formas de comunicação mais eficazes. Esta tendência começou no ano passado, quando algumas marcas ignoraram suas agências e começaram a experimentar diretamente a mídia OH. Construir a marca nas prateleiras é uma parte crucial desta estratégia. Para que as marcas sobrevivam e mantenham os clientes, elas precisam gastar dinheiro no ponto de venda, ou correm o risco de perder clientes para marcas genéricas. Uma vez perdido, é difícil ganhar um cliente de volta - e custa caro. Esta tendência irá crescer geometricamente enquanto uma vez que as vendas tornam-se cada vez mais competitivas.

Tendência # 5: Convergência de plataformas e interação com celulares é crítica

No ano passado, Bluetooth e mensagens de texto superaram as fases experimentais. A ligação e a relação simbiótica entre monitores e celulares vão continuar a crescer, com novos projetos em 2009. Os consumidores estão preparados para utilizar essa tecnologia atualmente.
Personalizar o conteúdo, oferecendo cupons ou outras ofertas através de celulares, irá impulsionar as vendas na prateleira. Acompanhar estas interações para medir o sucesso de uma ação, irá desempenhar um papel importante no sucesso global da campanha. Digital Signage terá um papel principal nesta área, agregando valor a toda a rede de comunicação digital.

Tendência # 6: Interatividade e medição

Juntamente com a interação com os celulares, outras tecnologias irão impulsionar a indústria e reforçar novas experiências de consumo, como telas ‘touchscreen’ ou instalações interativas com sensores de movimento. O engajamento do consumidor acrescenta o tátil ao visual, e contribui para criar uma ligação emocional com a marca e o produto. Como foi o caso com os celulares, 2009 verá mais do que simples e pequenos projetos-piloto. Lançamentos de grande escala serão exibidos, competindo pela atenção do consumidor e se estruturando em níveis sem precedentes.

Medição demonstra a maturidade da indústria e é fundamental em 2009. Dados recolhidos a partir de soluções interativas, darão à OH uma poderosa qualificação, sob a forma de inteligência de mercado e feedback dos consumidores, para os marqueteiros e agências medirem o sucesso das suas campanhas.

Tendência # 7: Conteúdo e anúncios automatizados por bancos de dados

Como um número crescente de grandes redes surge on-line, bem como o número de monitores cresce geometricamente, a criação de playlists individuais que são relevantes apenas a um monitor específico e sua platéia associada, vai se tornar uma coisa do passado. Assim como nos motores de pesquisa da Internet, metadados de conteúdo e telas acabarão por ser combinados para determinar o momento certo, o local, alvo e atitudes comportamentais. Isto irá permitir o acesso a bases de dados de anúncios e eliminar as complexidades do processo de tomar decisões baseadas em ‘quando’, ‘onde’ e ‘por que’. Isto irá estabelecer a indústria OH como de vanguarda.

Tendência # 8: Custo do LCD e computadores continua caindo

O preço das telas LCD vem baixando ao longo dos últimos seis anos, uma tendência que irá continuar. Inovações na produção de ´media players´ também farão os preços baixarem. A qualidade continua a ser um fator importante, e será fundamental para manter as redes ligadas e funcionando 24h por dia. O declínio no custo não é um substituto para a tecnologia confiável e escalável. Investimentos e ROI ainda exigem uma plataforma de qualidade.

Tendência # 9: Consolidações e fracassos continuarão

Nestas condições econômicas sem precedentes haverá falhas e consolidações, em 2009. Isso é tão bom quanto ruim para a indústria. Embora existam falhas que comprometem a integridade da indústria, os modelos de negócios serão adaptados em 2009, para melhorar a indústria como um todo; a atual situação econômica irá simplesmente acelerar este processo evolutivo. Haverá sucesso para as empresas que estão estabelecidas, têm bons modelos de negócios e liquidez para agüentar. 2010 será o ano dos vencedores no jogo final, onde um pequeno número de empresas domina o mercado.

Tendência # 10: Crescimento da indústria é moderado, mas positivo

Não obstante os meus comentários anteriores, o crescimento da indústria será moderado. Redes de Digital Signage têm condições de reduzir custos, economizar recursos e comunicar mensagens poderosas. Estes são atributos que irão impulsionar o crescimento contínuo enquanto empresas globais reavaliam cada aspecto de seu planejamento de comunicação. Olhar de perto para os modelos e as empresas que se beneficiam da tecnologia Digital Signage será o segredo. Criar um cenário para utilização da Sinalização Digital é o nosso dever como uma indústria, e este será mais um ano de crescimento.

Fonte: DigitalSignageToday.com

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O Consumidor do século XXI

3 de fevereiro de 2009

Emoção versus razão. Do equilíbrio perfeito resultante desse embate antagônico depende a existência humana. Há muitos anos, e notadamente no seculo XXI, o individuo se vê impelido a tomar decisões racionais. Produzir, ser competitivo, gerar resultados…

Mas, na sociedade de consumo, esses sentimentos e entrelaçam. A emoção tem forte influência no ato de consumir, mesmo quando se acredita estar fazendo uma opção pela razão.

É facil, então, entender por que o mundo e as pessoas mudaram tanto. A sociedade de consumo foi responsável direta por essas grandes transformações. Ela alterou profundamente o modo de vida das pessoas, nas palavras do teórico da hipermidernidade, o francês Gilles Lipovetsky. Modificou, e modifica a todo instante, gostos, aspirações e comportamentos.

Na era da experiência, o sentido do consumo está vinculado à construção da identidade. Esta tende a ser flexivel às mudanças, porque permeia a diversidade dos sistemas socioculurais que rodeiam o consumidor, sem deixar de permanecer na essência de cada um.

Reflexões

De um modo geral, os brasileiros estão consumindo mais. A oferta de produtos é grande e o acesso não está restrito a um determinado grupo de pessoas.

As lojas de rua ainda são as mais procuradas para as compras, seguidas das lojas de shopping.

O cartão de crédito é reconhecido como um trampolim para o consumo, e nem sempre a fatura é paga integralmente.

O esforço para o consumo consciente torna-se uma barreira para a prática. Porém o interesse dos brasileiros por assuntos relacionados ao meio ambiente é muito maior do que qualquer outro país da américa latina.

Poucos estão dispostos a abrirem mão do padrão de vida para trabalharem menos.

A experiência individual do consumo e a qualidade são fundamentais. Ele conhece e exige seus direitos.

O Consumidor do Século XXI considera-se consciente de suas possibilidades e percebe-se pouco influenciável. Porém, evita aindar com seus cartões/cheques para não gastar.

Na hora de decidir as compras, a família e a experiência anterior são fatores determinantes. O PDV também interfere diretamente na decisão.

O Consumidor do século XXI conversa sobre produtos, influencia pessoas e valoriza a informação.

O relacionamento com os meios fecha o círculo de influências, proporcionando conhecimento sobre os produtos desejados.

Fonte: IBOPE

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